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Espetáculo: "Boa Noite Cinderela"



Descrição:

Há dois anos, o ator Amauri Reis sentiu o desejo de montar um espetáculo para trazer à tona as consequências de se cair no famoso golpe “boa noite, cinderela”. A encomenda do texto foi feita ao amigo e também ator Carlos Nunes, que apresentou a história de um bancário cinquentão, bailarino clássico amador que, após conhecer um rapaz na boate, acorda três dias depois em casa, sozinho, sem móveis, sem dinheiro, com medo e sem coragem de acionar um socorro por vergonha. Com o enredo em mãos, Amauri convidou a amiga de infância, parceira de outras produções, a atriz e diretora Inês Peixoto para fazer a direção. Uniu-se ao time, Cícero Miranda, responsável pelo cenário e figurino, Wladimir Medéiros e Márcio Monteiro, para criar a trilha sonora.
E agora, no ano comemorativo de seus 35 anos de carreira, após mais de 24 meses aprendendo balé clássico para interpretar seu personagem, Amauri apresenta o espetáculo “Boa Noite, Cinderela”.

Na montagem, Amauri Reis interpreta esse personagem que se vê sem nada e, cheio de angústia, dispara para si mesmo perguntas do tipo: “Como é que eu vou contar para a minha mãe? Como eu vou falar com o meu pai? Como que eu vou contar para o mala do meu chefe? Como vou falar com minha amiga Marcilene?”. Para o ator, o texto revela a realidade compartilhada por grande parte da sociedade que vive oprimida pelo medo das reações das pessoas. “A peça mostra essa grande vergonha, aqui representada pelo cara que não pode contar a tragédia que ocorreu com ele, por ter um nome a zelar no banco e com os pais, já que é um gay totalmente dentro do armário. E nem para a melhor amiga, com medo da zombaria por ter levado um menininho para casa, já que ela não vai entender que ele queria mesmo era companhia e carinho. É a partir daí que falamos de solidão e de amor, com um contexto atual, já que estamos vivendo um momento de exacerbação da homofobia, onde um cara entra numa boate e mata, a tiros, 50 homossexuais. É um espetáculo que alerta para que as pessoas se respeitem, independente se é branco, negro, espírita, católico, hétero ou homossexual”, diz Amauri.

Inês Peixoto conta que quando leu o texto, aceitou fazer a direção com a condição de levarem a história para um lugar mais vertical. “E nada como mexer no material pra você ir se apropriando. Então, quando conseguimos tocar na delicadeza desse personagem, eu comecei a vislumbrar que estávamos com um espetáculo leve e muito tocante nas mãos. Fui me emocionando com este processo todo. Acho que é um assunto que precisamos falar muito, a cada dia. Desde o começo da montagem até hoje, essa urgência tornou-se ainda maior diante dos acontecimentos que estão ocorrendo no nosso país, esse retrocesso na liberdade de expressão, nas liberdades de escolha”, avalia.

Para a diretora, não se trata de um espetáculo panfletário. A peça pega essa questão do personagem, este caso isolado, para tocar na universalidade do assunto. “É bonito, por exemplo, os momentos em que ele fala da solidão moderna, essa solidão em que a gente está acompanhado por milhões de seguidores nas redes sociais, e ao mesmo tempo está todo mundo sozinho”. Outro ponto que a peça toca é a dificuldade do diálogo para você expor suas opções e aptidões, os moldes a que somos obrigados a conviver. “Estou muito feliz falando disso através do texto do Carlinhos, através da atuação do Amauri, de toda essa entrega, este desnudamento dele em cena ao fazer uma bailarina. Estou super animada, estamos com uma equipe mega enxuta. Amauri está fazendo por amor ao teatro, sem patrocínio. Isso também reforça nosso discurso e liberdade e tolerância”, completa Inês.


Formas de acesso:
Não Gratuito
Venda de ingressos
R$40,00(Inteira) R$20,00(Meia) R$17,00(Antecipado via Sinparc).

Orientação/Pré-requisitos:
Venda na bilheteria com 2 horas de antecedência. Não aceitamos cartões de crédito e débito.

Público
Jovens e Adultos

Faixa etária/Classificação:
14 anos.

Quando:
De 18 a 28 de janeiro, quinta a sábado, às 21h; domingo, às 20h.

Endereço: Avenida Professor Alfredo Balena, 586
Bairro: Santa Efigênia

Telefone:
(31) 3277-6319

E-mail:
tm.fmc@pbh.gov.br